A Comemoração de todos os Fiéis Falecidos (Dia de Finados)

A Comemoração de todos os Fiéis Defuntos


“Dai-lhes descanso eterno”

A Igreja, nossa Mãe comum, após ter cuidadosamente celebrado com dignos louvores todos os seus Filhos que já gozam da felicidade celeste, quer, também socorrer todas as almas que ainda padecem no lugar de purificação, intercedendo por elas, com todo o seu poder, junto a Deus e a seu Esposo, o Cristo, para que elas se reúnam, o mais depressa possível à Comunidade dos cidadãos do céu”.

Fatos Históricos

A instituição de um dia comemorativo de todos os Fiéis defuntos ainda no purgatório, lembra do piedoso e santo Odilon, Abase de Cluny (falecido em 1048) que decretou, em 998, que em todos os Mosteiros da Ordem de São Bento fosse celebrado, depois das Vésperas de 1º de novembro, o Ofício dos mortos. Este costume foi imitado e adotado por toda Igreja. O Papa Pio X deu ao Dia dos Mortos, o nome de “grande festa das pobres almas”.

Sobre a Santa Missa  - “Requiem aeternam”

A Missa de todos os Fiéis defuntos contém como as outras Missas dos Mortos dois elementos que exprimem diferentes espécies de sentimentos e pensamentos. O primeiro elemento, o mais antigo, voltando à antiguidade cristã, exprime sentimentos alegres e expõe a consoladora mensagem da ressurreição da carne. É a ele que pertence o Introito (Canto de Entrada) com o alegre salmo da colheita. A Igreja pensa na colheita das almas. 

O segundo elemento da Missa dos mortos, fruto da espiritualidade da Idade Média mais consciente da culpa, não é tão alegre nem tão triunfante, porém, cheio de solicitude pelas almas, implora sua libertação. Estes textos descrevem a morte e o juízo em cores sombrias. Manifestam-se estes sentimentos principalmente na sequência “Dies Irae” (Dia de Ira) que é uma poética descrição do juízo final e que não faz parte do Missal pós Concílio Vaticano II.

A bela antífona de Ofertório nos mostra em São Miguel Arcanjo, o guia das almas, fechando com seu estandarte as portas do inferno e conduzindo as almas para o esplendor da divina luz. A fé na ressurreição da carne e a oração cheia de solicitude pela libertação dos caros defuntos é o conteúdo da Missa de Finados.

Como participar bem desta Missa?

O fiel católico participa da Missa oferecendo o Santo Sacrifício pelas Almas do Purgatório. A liturgia está toda voltada para as almas e assim nós rezamos e pedimos da mesma forma. Pedimos na antífona de entrada “dai-lhes o repouso eterno”, pedimos que brilhem para eles a luz! As almas não podem fazer nada por elas mesmas, mas nós podemos! Ofereçamos a Deus nossas súplicas e penitências pelas almas que passam por este momento de purificação.

Comentários